O Instituto Nacional de Estatística (INE) põe à disposição dos seus usuários, a “Folha de Informação Rápida” com os resultados mensais do Índice de Preços de Material de Construção (IPMC) do mês de Julho de 2023. Os resultados apresentados compreendem o período de Julho de 2022 a Julho de 2023. Os mercados e estabelecimentos de recolha são formais e informais onde são comercializados os materiais destinados à construção de Habitações, Edifícios residenciais e não residenciais, Estradas e outras obras de infraestruturas.
O preço dos materiais de construção é um importante indicador para o mercado da construção, pois é através da sua variação que se consegue identificar o grau de intensidade das actividades do sector da construção. Este indicador tem como objectivos os seguintes:
1. Medir a evolução dos preços dos materiais de origem nacional e importado que participam na actividade da Construção e que são comercializados no mercado nacional.
2. Servir como elemento fundamental para a actualização dos orçamentos das obras da construção, utilizando fórmulas polinomiais para cada tipo de obra.
3. Servir como deflector dos valores nominais ou correntes relacionados com a actividade da Construção.
4. Construir séries de preços para elaborar índices elementares de materiais da construção e índices agregados dos mesmos.
O Índice de Preços dos Materiais de Construção (IPMC) apresentou uma variação de 1,3% em Julho de 2023 em relação ao mês de Junho de 2023, pelo que se verificou um aumento de 0,1 pontos percentuais em relação a registada no mês anterior. A taxa de variação homóloga do IPMC, Julho de 2023 em relação a Julho de 2022, fixou-se em 10,6%.
Nas variações homólogas, entre os grupos de Materiais de Construção, “Madeira e Contraplacado” foram os que registaram maiores aumentos nos preços com 16,0% cada, seguido pelo “Betão pronto” com 15,4%, “Areia” com 14,2%, “Tubagens e Acessórios de Plásticos” com 14,1%, “Pedra britada e Mármore” e “Vidros e Artigos de vidro” com 13,5% cada, “Aço” com 12,7%, “Produtos Sintéticos “ com 12,4%, “Vigas, Vigotas e Ripas” com 9,7%, “Blocos” com 9,6%, “Outros produtos sintéticos” com 7,5%, “Cimentos e Aglomerantes” com 7,2%, “Tijolos” com 6,8% e “Alumino” com 5,9%.
Os Grupos de materiais que mais contribuíram na variação do IPMC do mês de Junho são: “Aço” com 0,6 pontos percentuais, seguido do “Betão pronto” e “Cimentos e Aglomerantes” com 0,2 pontos percentuais cada e “Tubagens e Acessórios de Plásticos” e “Blocos” com 0,1 ponto percentual cada.
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